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{Desenho e Performatividade}
Mestrado em Desenho e Técnicas de Impressão Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto
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Seminário 3 - Transferência acto-imagem (a realizar a 07.12.2011)
[apresentações/comentário] a publicar até 18 de Dezembro
Cada participante apropriar-se-á de um espaço concreto na faculdade. Nesse espaço, levará a cabo uma acção que desautomatize a relação que mantém com ele, desfamiliarize a função que lhe atribui, ou simplesmente desvie algum aspecto formal que o caracteriza (como tomar banho numa poça de água ou cantar uma área por um intercomunicador). O acto realizado, na relação que mantém com o espaço, será sequenciado por um conjunto de imagens/desenhos tendo como modelo de reflexão o sistema de Manhattan Transcripts, de Bernard Tschumi.Autores/obras a consultar: Erwin Wurm (Instruction Drawings) John Baldessari, Commissioned Paintings, 1969-1970. Sol LeWitt (Wall Drawings) Sophie Calle, Ghosts, 1991. Yoko Ono (Instruction Paintings)
Bibliografia a discutir, a propósito do trabalho: BARNEY, Matthew (2007). Drawing Restraint, Vol. V, 1987-2007 (cat. exp.). London: Serpentine Gallery. AUSLANDER, Philip (2006). "The Performativity of Performance Documentation". PAJ: a Journal of Performance and Art. 84. Vol 28, September 2006, pp. 1-10. GEORGE, Adrian (ed.) (2004). Art, lies and videotape: exposing performance (cat. exp.). Liverpool: Tate Liverpool. TSCHUMI, Bernard (1994). The Manhattan Transcripts. London: Academy Editions. TSCHUMI, Bernard (1996). Architecture and Disjunction. Cambridge: The MIT Press.
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Seminário 2 - Transferência imagem-acto (a realizar a 23.11.2011)
[apresentações/comentário] a publicar até 04 de Dezembro
Este seminário pretende ensaiar e reflectir sobre os usos da imagem e do discurso enquanto actos performativos. Concretamente, quando a imagem e o discurso assumem a função de uma ordem, de um protocolo ou de uma instrução. Podemos dizê-lo de uma outra maneira: quando o desenho é um enunciado que representa/diz a própria acção que executa; quando a ordem, o protocolo e a instrução são assumidos como actividades artísticas. Cada participante deverá: (1) produzir as instruções para um desenho, ao invés do próprio desenho Ou (2) Produzir as instruções para a realização de outra acção, a ser executada por um(a) colega no espaço da faculdade. As instruções poderão indicar acções exequíveis, mas poderão também confrontar o "espectactor" com a impossibilidade de realização. No limite, todo o processo não poderá durar mais do que sessenta minutos. A resposta provocada pelo enunciado de instrução deverá ser registada (fotografia, vídeo e/ou diário gráfico). A eficácia comunicativa e os critérios que fundamentam a performatividade dos enunciados de instrução deverão ser colocados à discussão no final.
Autores/obras a consultar: Erwin Wurm (Instruction Drawings) John Baldessari, Commissioned Paintings, 1969-1970. Sol LeWitt (Wall Drawings) Sophie Calle, Ghosts, 1991. Yoko Ono (Instruction Paintings)
Bibliografia a discutir, após a realização do trabalho: SPERLINGER, Mike. (2005).”Order! Conceptual Art’s Imperatives”. In SPERLINGER, Mike (ed.) (2005). Afterthought: new writing on conceptual art. London: Rachmaninoff’s, pp. 1-26. OBRIST, Hans Ulrich (ed.). (2004.). Do It. Volume I. New York/Frankfurt: e-flux/Revolver. ONO, Yoko. ([1964] 2000). Grapefruit. New York: Simon & Schuster. ONO, Yoko; OBRIST, Hans Ulrich. (2002.). “Mix a building and the wind: An interview of Yoko Ono by Hans Ulrich Obrist”. [on-line]. In e-flux, <http://www.e-flux.com/projects/do_it/notes/notes.html> TUFTE, Edward R. ([1997] 1999).”Explaining Magic: Pictorial Instructions and Disinformation Design”. In Visual Explanations: Images and Quantities, Evidence and Narrative. Cheshire, Connecticut: Graphic Press, pp. 55-71. GOODMAN, Nelson (1976). The Languages of Art: an Approach to a Theory of Symbols. 2ª Ed. Indianapolis/Cambrdige: Hackett Publishing.
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Seminário 1 - Transferência de uso (a realizar a 09.11.2011)
[apresentações/comentário] a publicar até 20 de Novembro
A partir de uma lista de verbos que designam actos que o corpo executa sobre si próprio na sua actividade quotidiana, cada participante desenvolverá dois desenhos: (1) O primeiro implica o deslocamento de um acto para os suportes e processos do desenho utilizando os mesmos gestos e a relação que eles mantêm com a superfície do corpo. Neste primeiro desenho deve ser evitada qualquer imagem. O ênfase deve ser colocado na tendência repetitiva do acto transferido. (2) No segundo desenho, os mesmos gestos, transferidos de outra actividade, serão utilizados no contexto de uma representação: um auto-retrato (para o qual trará um espelho), um objecto ou uma imagem impressa. Considerem os meios utilizados para realizar os desenhos. A transferência pode realizar-se através dos instrumentos do desenho (pentear com um lápis, por exemplo), ou utilizando os meios tradicionalmente indexados ao acto performativo (realizar o mesmo desenho com um pente). Cada um deve também considerar, de acordo com o que pretende realizar, se é necessário adaptar os instrumentos mediante a construção de uma prótese. Enquanto realizam o desenho, considerem todos os pequenos aspectos que possam estar implicados na realização do acto de manutenção do corpo: Como é a anatomia do gesto? Que músculos estão implicados quando o realizo? Que direcções tendencialmente assume? Quais os aspectos temporais, como aceleração, ritmo, velocidade, com que está implicado? Quais os meios envolvidos? Qual a configuração das marcas resultantes, se é que existem algumas? O conjunto de todos estes aspectos deve ser pensado com antecedência, o que implica um certo esforço para desautomatizar os actos que, de tão familiares, tornam-se despercebidos.
Cortar Ensaboar Esfregar Morder Lamber Arranhar Apertar: asfixiar, prender, abraçar Lavar Cuspir
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Respirar Afagar Furar Pentear Depilar Pintar: olhos, cabelo, unhas, lábios Vestir Roer […]
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Autores/obras a consultar: Leonardo da Vinci, Estudos de Água, c. 1510. Janine Antoni, Butterfly Kisses, 1993. Yael Davids, Timetable, 1995. Louise Bourgeois, Eccentric Growth, 1965. Chuck Close, Fanny / Fingerpaintings, 1985.
Bibliografia a discutir, após a realização do trabalho: BLAKEMORE, Sarah-Jayne; FRITH, Chris (2005). “The role of motor contagion in the prediction of action” [on-line]. In Neuropsychologia. 43, pp. 260-267, <http://www psych.stanford.edu/~lera/273/blakemore_frith_2005.pdf>. HOWELL, Anthony. (2000). "Transference, substitution and reversal". In The Analysis of Performance Art: A guide to its theory and practice. 2ª edição. Amsterdam: OPA, pp. 135-147. KAPROW, Allan (1986 [2003]). “Art Which Can’t Be Art”.In Essays on the Blurring of Art and Life. Expanded Edition. Los Angeles: University of California Press, pp. 219-222. MCNEILL, David (1992). Hand and Mind: what gestures reveal about thought. Chicago: The University of Chicago Press. SCHECHNER, Richard. (1985). “Restoration of Behavior”. In Betwenn Theater and Anthropology. Philadephia: University of Pennsylvania Press, pp. 35-116.
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